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PROVIDÊNCIA ou MORTES: mais PRIORIDADE para as POLÍTICAS de ALEITAMENTO

Por: Angela Maria Amâncio de Ávila

PROVIDÊNCIA

OU

MORTES!

 

...É... Aleitamento Materno, em nosso país, ainda continua sendo uma causa de poucos e só dos especialistas!

 

É sabido que:

A mortalidade infantil no Brasil ainda está aquém das metas do 3º milênio.

 A prevalência da prática do Aleitamento Materno no país não tem aumentado o quanto poderia.

A prática da amamentação é uma ferramenta valiosa e eficiente na prevenção e redução da morbimortalidade materno-infantil. Sem contar os benefícios psicológicos, econômicos e sociais para a sociedade.

Já passou de hora de colocarmos a boca no trombone para o mundo todo!

Já passou de hora do Ministério da Saúde e Ministério da Educação tomarem providências mais agressivas e eficientes com relação ao Aleitamento Materno.

A promoção do Aleitamento Materno deve ocorrer o ano inteiro e não apenas na SMAM! O Brasil já faz parte da rede mundial em prol da amamentação. Somos valiosamente orientados e mobilizados pela WABA, além da OMS, UNICEF e outros.

Se saúde é um direito humano, as políticas públicas de saúde não podem ser as mesmas com relação ao Aleitamento Materno. Basta!

Há que se criar dispositivos que exijam, fiscalizem e cobrem das secretarias municipais de saúde ações efetivas, permanentes e eficientes relacionadas ao incentivo, promoção e assistência à Amamentação.

 Geralmente, amamentação não é prioridade dos gestores municipais, por esses serem, na maioria das vezes, mais políticos do que técnicos de saúde. E assim, os programas favoritos de cada gestor são os que dão votos a quem os escolheu sem preocupação com a mortalidade fetal e materno-infantil. A preocupação maior sempre é com papéis e dados e não com ações.

Os programas relacionados ao Aleitamento Materno, geralmente, são apêndices das unidades básicas de saúde e maternidades. No entanto, devem estar integrados aos demais programas da saúde e abraçados por todos os profissionais de saúde da rede pública. Os profissionais precisam ser capacitados antes de ingressarem no serviço público e permanentemente atualizados para militarem na causa da amamentação.

A responsabilidade do Ministério da Educação começaria com a revisão da formação dos profissionais da saúde, exigindo mudança nos currículos escolares.  Mudança essa, que consiste no aumento da carga horária do tema Aleitamento Materno e inclusão de prática obrigatória (estágio) na assistência à amamentação, para médicos, obstetras, pediatras, enfermeiros.

De que adianta alguns profissionais serem capacitados em Aleitamento Materno se nas maternidades, os outros contribuem para o desmame precoce?

           Todos os profissionais da saúde têm que acreditar na competência da mulher para amamentar! Todos têm que ter seus conhecimentos atualizados para acreditar que o Leite Humano é insubstituível, superior e específico para os humanos.

Chega só de informar, propagar, disseminar e alardear os benefícios incomparáveis e a superioridade do Leite Humano! Apenas aquisição de conhecimentos não muda comportamento de nenhum indivíduo. Chega de apenas aconselhar a mulher a maternar e a amamentar o seu filho!

De que adianta apenas informar sobre Aleitamento Materno se assistência à amamentação ainda não é amarrada aos procedimentos de saúde após o parto?  

É sabido e comprovável que, na maioria dos municípios, a nutriz ainda não pode contar com ajuda nos momentos de dificuldades na amamentação. Não é uma rotina obrigatória e automática a consulta e acompanhamento de amamentação nas maternidades, nos centros de vacinação e exame do pezinho, nas unidades básicas de saúde e nas equipes de estratégia de saúde da família.

 É preciso também, escutar cada personagem da família que amamenta, os seus temores, mitos, sentimentos, dúvidas e saberes. É preciso acolhê-lo, conhecer a sua história de vida e o seu berço cultural.

É preciso agir: Providência ou mortes! Se não houver providências, as mortes maternas e infantis continuarão ocorrendo.

Aleitamento Materno não pode continuar sendo uma causa apenas de especialistas e alguns poucos militantes! Senão, morreremos todos de angústia ao ver que Amamentação não é prioridade dos formuladores de políticas públicas de saúde.

Providência ou mortes!

 

 

Angela Maria Amâncio de Ávila – Psicóloga- Especialista em Aleitamento Materno pelo International Board of Lactation Consultants. Especialista em Psicologia Social e Clínica. Facilitadora de Educação Permanente em Saúde (MS/FIOCRUZ/ENSP. Trabalha há 30 anos com gestantes, casais grávidos, nutrizes, pais e na formação de profissionais de saúde. Autora dos livros:

- SOCORRO, DOUTOR! ATRÁS DA BARRIGA TEM GENTE! 

- SEM RECEITAS PARA PAIS E EDUCADORES.

 

 

 

 


Última atualização: 13/09/2011

 

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