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Pediatras pró Amamentação terão reunião no pré XV ENAM

Por: Marcus Renato & Moises Chencinski

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As melhores maneiras pelas quais pediatras

podem apoiar a amamentação

Jennifer Thomas, M.D., M.P.H., FAAP e Julie L. Ware, M.D., M.P.H., FAAP**

Tradução livre e adaptada por Moises Chencinski

outubro de 2019

 

Nós sabemos que o Pediatra tem um papel fundamental no estabelecimento da amamentação e por isso estamos divulgando esse artigo da AAP – Academia Americana de Pediatria que nos traz recomendações práticas de como o médico pode atuar para promover, proteger e apoiar o aleitamento. Essa publicação complementa o que propomos com a Iniciativa Consultório Amigo da Amamentação criada em 12 de maio de 2017.

Apresentaremos em seguir as recomendações publicadas no AAP News com o título Top 10 ways busy pediatricians can support breastfeeding com as nossas observações e adaptações para a realidade brasileira com asterisco*.

Moises Chencinski & Marcus R. de Carvalho

 Enquanto a maioria das mães inicia a amamentação, muito menos continuam a amamentar exclusivamente aos seis meses, de acordo com o Boletim de Amamentação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC https://www.cdc.gov/breastfeeding/data/reportcard.htm)

 A AAP recomenda a amamentação exclusiva por cerca de seis meses, a amamentação continuada à medida que os alimentos complementares são introduzidos e a continuação da amamentação por um ano ou mais*, conforme desejado mutuamente pela mãe e pelo bebê.

* Nós seguimos a recomendação da OMS e da Sociedade Brasileira de Pediatria de 2 anos ou mais.

O boletim do CDC sobre aleitamento materno mostrou que as taxas de iniciação são altas em 83,2%. No entanto, menos de 50% dessas crianças foram amamentadas exclusivamente até os 3 meses de idade e cerca de 25% foram amamentadas exclusivamente por 6 meses*, destacando o quão difícil a amamentação continua a ser nos Estados Unidos.

*A meta proposta pela OMS é que 50% dos lactentes sejam amamentados de forma exclusiva até o 6º mês até 2025.

É importante ressaltar que a maioria das mães não está atingindo o tempo ideal de amamentação, citando problemas com pega, dor, acham que têm pouco leite e preocupação com os medicamentos que tomam.

O apoio do prestador de cuidados de saúde é fundamental para a iniciação e continuidade da amamentação. No entanto, a incorporação de orientações sobre amamentação na prática ambulatorial com tempo limitado pode ser um desafio. A seguir, são apresentadas sugestões sobre como apoiar a amamentação em um ambulatório ou no seu consultório.

10: Torne seu consultório Amigo da Amamentação*.

Tenha um espaço para que a equipe e as mães de pacientes amamentem em um local privado, se não estiverem se sentindo bem na sala de espera. Remova o marketing de fórmula infantil do espaço do consultório. Considere exibir pôsteres e fotografias de mães que amamentam de diferentes origens étnicas e culturais.

*Verifique a nossa Iniciativa Consultório Amigo da Amamentação.

9. Conheça os recursos locais.

Incentive os pacientes* a frequentarem as aulas de educação pré-natal sobre amamentação e encaminhem-nos para grupos de apoio como a La Leche League International ou outros; Bancos de Leite Humano; Hospitais Amigos da Criança; Unidades Básicas Amigas da Amamentação... Estabeleça relações com consultores locais ou hospitalares de lactação para apoiar mães que estão tendo problemas de amamentação e considere contratar um especialista em lactação em seu consultório, caso você não o seja.

* O melhor é que a gestante seja acompanhada por seu companheiro(a) ou de seus familiares próximos.

 8. Busque fontes de referência seguras*.

Compreenda os conceitos básicos do manejo clínica da amamentação e reconheça as limitações de sua experiência em amamentação. A AAP* possui recursos de educação profissional e ferramentas práticas (http://bit.ly/2p24Ov1) e a Seção sobre Amamentação (http://bit.ly/AAPSOBr) para profissionais que desejam se juntar a profissionais afins para aumentar seu conhecimento. Além disso, a maioria dos filiais da AAP possui recursos de amamentação que podem ser acessados ​​através do coordenador de amamentação dos estados e municípios (http://bit.ly/2p1uojQ).

* A Sociedade Brasileira de Pediatria e suas filiadas estaduais possuem Departamentos Científicos de Aleitamento, publicações, cursos e livros que são acessíveis.

 

7. Apoie de forma especial as mães que retornam ao trabalho.

Você pode ter folhetos ou pôsteres compartilhando as leis para proteger a amamentação. A Lei de Cuidados Acessíveis permite "tempo de pausa razoável" e a provisão de um espaço* que não seja o banheiro para as mães extraírem o leite materno no trabalho. As bombas de extração podem ser alugadas ou compradas. O CDC atualizou recentemente suas recomendações para armazenamento doméstico de leite materno (https://www.cdc.gov/breastfeeding/recommendations/handling_breastmilk.htm).

* Salas de apoio à Amamentação nas empresas estão sendo estimuladas. Prover uma relação de direitos trabalhistas para a nutriz e como conseguir ampliação da Licença Maternidade/Paternidade com as Empresas Cidadãs – programa da Receita Federal.

 

6. Use uma plataforma para consultar os Medicamentos que a nutriz pode tomar*.

Muitas mães que amamentam e precisam de medicação são informadas incorretamente para extrair e descartar o leite ou parar completamente a amamentação. Consulte o LactMed, um recurso on-line (https://www.toxnet.nlm.nih.gov/newtoxnet/lactmed.htm) e aplicativo da Biblioteca Nacional de Medicina para obter orientações sobre medicamentos e amamentação.

* Nós recomendamos o site e-lactancia.org. Há também uma publicação do Ministério da Saúde e um documento científico do Departamento de Aleitamento Materno da SBP sobre o uso de drogas e aleitamento.

 

5. Aprenda os fatores de risco para o desmame precoce.

O suprimento de leite pode ser afetado por vários fatores maternos e infantis, além de complicações no parto. Entre os fatores de risco maternos estão o alto índice de massa corporal, histórico de cirurgia mamária, diabetes gestacional, síndrome dos ovários policísticos, infertilidade e hipotireoidismo. Os fatores de risco para bebês incluem prematuridade, síndromes, freio lingual curto... Se você souber que existe um risco de dificuldades na amamentação, estará melhor preparado para defender a mãe e o bebê e facilitar o envolvimento de um especialista em lactação, quando necessário.

 

4. Saiba como identificar se o bebê está recebendo leite suficiente.

Muitas mães param de amamentar porque sentem que não têm leite suficiente. Os bebês que estão recebendo leite suficiente vão se alimentar de oito a 12 vezes por dia, em livre demanda, com um cronograma imprevisível. Eles emitem sons audíveis de deglutição e as mães sentem que seus seios ficam mais leves após a mamada. Os bebês que continuam a perder peso ou a evacuar mecônio no 5º dia de vida devem ser avaliados por alguém especialista em lactação.

* O melhor indicador para avaliar se a amamentação está adequada é o número de fraldas com diurese presente: 6-8 fraldas por dia é um bom parâmetro.

 

3. Use a fórmula somente quando clinicamente necessário.

Quando a suplementação é clinicamente necessária, a Academia de Medicina da Amamentação (ABM) recomenda a suplementação, primeiro com o leite da mãe, depois com o leite doado e por último a fórmula. A amamentação frequente, pelo menos oito a 12 vezes por 24 horas, diminui o risco de hiperbilirrubinemia significativa e a necessidade de suplementação com fórmula*. Consulte a política da AAP sobre aleitamento materno e uso de leite humano em https://pediatrics.aappublications.org/content/129/3/e827. Se a suplementação for necessária, assegure-se de que a mãe faça expressão manual do seu leite (ou use uma bomba adequada) sempre que o bebê tomar complemento, para não interferir no suprimento de leite. Veja o protocolo ABM para suplementação em http://bit.ly/2LKGQNL.

 * Antes de prescrever um complemento, procure saber como esta nutriz está e se ela conta com apoio efetivo; tente aumentar a produção láctea revisando técnicas de manejo clínico e em último caso, galactagogos homeopáticos ou fitoterápicos.

2. Eduque toda sua equipe sobre o manejo clínico da amamentação.

Considere usar o Guia e Triagem por Telefone da AAP para amamentação (http://bit.ly/2oiynrD), para que a equipe que atende as chamadas telefônicas possa seguir os conselhos de amamentação com base em evidências. Eduque sua equipe da recepção para garantir que os bebês que são amamentados sejam vistos dentro de dois dias após a alta hospitalar, ou mais cedo se houver alguma preocupação, e siga-os atentamente até que a alimentação e o ganho de peso estejam adequados.

 

1. Estabeleça sua recomendação de promoção e apoio à amamentação a cada passo do caminho.

Embora uma mãe que amamenta enfrente muitos obstáculos, todo encontro representa uma oportunidade para fornecer suporte e incentivo.

 

**Drs. Thomas e Ware são membros do Comitê Executivo da Seção AAP sobre Aleitamento Materno.

Nós acreditamos que a Amamentação não é uma responsabilidade somente da mulher, e sim de toda a sociedade, e o Pediatra pode ser um bom aliado na recuperação dessa cultura.

Convite especial:

No XV ENAM - XV Encontro Nacional de Aleitamento Materno / III Conferência Mundial de Aleitamento Materno (3rd WBC) teremos uma

Reunião congregando Pediatras em Prol da Amamentação

 

(tod@s profissionais de saúde são bem-vind@s!)

na UERJ no dia 12 de novembro as 14h. 


Última atualização: 1/11/2019

 

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